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A Okinawa de Beatrix Kiddo

Quando a gente pensa em visitar o Japão, quais são as paisagens que vem em nossa mente? Provavelmente as cerejeiras (as sakuras), os majestosos templos budistas, Monte Fuji, o gigante nevado ou, talvez, o maior cruzamento do mundo, localizado no bairro de Shibuya, um dos lugares mais descolados de Tókio. Os mais fatalistas, porém, vão pensar logo na catástrofe da usina Fukushima. Mas não é sobre nenhum desses cartões-postais que eu quero falar (nem da tragédia nuclear). Em 2003, Quentin Tarantino presenteou o mundo com uma de suas obras-primas, intitulado Kill Bill.
Nesse longa-metragem, Beatrix Kiddo, até aí conhecida como A noiva, começa a trilhar uma violenta jornada de vingança contra o grupo de extermínio que participava, cujo o qual, em um ato covarde, lhe deixou em coma por 4 anos. Depois de eliminar a primeira vítima de sua lista mortal em Pasadena, Califórnia, a “guerreira do cabelo amarelo” vai atrás de Hattori Hanzo, o responsável pelo treinamento de Bill (o chefão do grupo), o seu então arqui-inimigo. Seu objetivo é conseguir uma espada samurai feita por ele. Mas para isso acontecer, ela tem que ir até Okinawa, uma ilha japonesa, refúgio do fabricador aposentado das armas brancas mais letais do mundo.


Mas a história da confecção da espada e treinamento de Beatrix ficam para depois. Vamos falar dessa província deslumbrante, localizada ao sul do Japão. O lugar é um pedaço do paraíso.
São 196 ilhas, banhadas pelo Oceano Pacífico, conhecidas como o Havaí japonês. E o melhor de tudo é que, independente da estação do ano, o clima lá é sempre tropical. Enquanto o resto da população do Japão está “aproveitando” as baixas temperaturas, em Okinawa sempre é um bom dia para ir para a praia.

Infelizmente Tarantino não mostrou as paisagens do local, pois boa parte das filmagens foram feitas na China, mas quem saiu perdendo foi ele. E nós, naturalmente. Pois perdemos cenas nesse lugar único. Talvez ele não soubesse que existem muitas coisas legais para se fazer nas ilhas japonesas, como visitar ruinas de castelos, por exemplo, (pois antes de fazer parte oficialmente do Japão, Okinawa pertencia ao Reino de Ryukyu), aprender karatê ( o arquipélago é o local de nascimento da arte marcial), conhecer as praias (lindas demais), dar um pulo no aquário gigante, chamado Churaumi Okinawa, onde os visitantes podem conhecer a fauna e flora marinha das ilhas. O aquário é conhecido por usar  luz do sol como iluminação do local e água do mar para o funcionamento dos tanques dos animais.

Sei lá, depois de ver as fotos desse litoral des-lum-bran- te, tô pensando em vender chinelos por lá ou abandonar tudo para ficar só olhando para o mar.

E olha só que fofos são os japoneses. Se você não é familiarizado com o idioma japonês, pois definitivamente, o kanji parece assustador, eles criaram uma imagem, cuja a qual você pode imprimir e mostrar para o motorista de táxi quando chegar lá. É só apontar o dedo na imagem e ser feliz nesse pequeno paraíso do nosso planeta.

Tenho quase certeza de que a espada de Hattori Hanzo foi só uma desculpa para Beatrix Kiddo ir para Okinawa. O que ela queria mesmo era tirar umas férias nesse litoral divino.

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Créditos das fotos: Be Okinawa

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