The Library – Uma biblioteca no meio do paraíso

A Tailândia é uma região do mundo que só pode ser resumida em duas palavras: verdadeiro paraíso. São praias fantásticas com uma natureza exuberante. E no meio disso tudo há um pedacinho bastante peculiar. É a ilha de Ko Samui, a qual fica localizada no arquipélago de Chumphon, distante 700 quilômetros da capital, Bangkok.

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Entre as praias mais conhecidas da região está Chaweng e ela atrai todo tipo de visitante pela diversidade das acomodações. Mas uma delas chamou muito minha atenção por dois motivos: a história do lugar e o conceito do hotel. Estou falando do The Library. É isso mesmo. A ideia partiu do dono do hotel, Kasemtham Sornsong. Segundo ele, livros nunca saem de moda e assim criou essa biblioteca paradisíaca.

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A família de Sornsong possuía esse pedaço de terra próximo ao oceano há algum tempo e construíram um bangalô no local, o qual atraia vários mochileiros. Então, com o passar dos anos, Kasemtham percebeu que poderia fazer um upgrade no local e chamou a renomada designer Tirawan Songsawat, super conhecida por seu trabalho de simplicidade e sofisticação para construir o seu sonho. Enquanto a obra do local era desenvolvida, Sornsong fez questão de deixar todas as árvores do local, as quais muitas haviam sido plantadas por membros de sua família, como sua mãe. Um legado e tanto para o futuro.

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O hotel é todo construído nessa vibe minimalista e possui 26 acomodações. Suítes exóticas, localizadas no andar térreo, estúdios no andar mais alto e o super luxuoso The Bookmark, o qual fica pertinho da praia. Há também dois quartos amplos que foram criados recentemente para acomodar famílias.

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Exotic Suites
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Smart Studios
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The Bookmark

E o mais bacana de tudo isso é que os quartos possuem livros em sua decoração e ao andar pelo hotel você vai encontrar esculturas de pessoas lendo. Além disso, os hóspedes têm uma biblioteca a sua disposição, a qual conta com mais de 3.000 títulos, chamada de The Lib. Há também no local uma variedade de CDs e filmes para os visitantes. No mesmo lugar o hotel disponibiliza computadores com conexão à internet.

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Um detalhe que me levou a pesquisar sobre o lugar foi definitivamente a piscina, a The Red Pool. Ela é vermelha! Isso mesmo. Você pode até achar estranho, mas esse “detalhe” deixa ela ainda mais bonita, graças ao contraste com a cor verde do oceano que está bem ali na frente dela. E qual a mágica para que essa coloração seja possível? A piscina foi construída com um mosaico de azulejos vermelhos, laranjas e amarelos. E é aí que a magia acontece.

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O hotel ainda oferece outros espaços bacanas, como o restaurante The Page que mistura a comida tailandesa com o melhor da cozinha internacional, além de proporcionar experiências gastronômicas únicas.

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Já o Beach Bar oferece uma seleção de 101 drinks diferentes. Vai ser difícil não conseguir desfrutar sua bebida favorita na beira do mar.

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Além desses dois lugares, existe o Drink Gallery, um lugar muito especial e sofisticado. É um ambiente perfeito para degustar um drink e fazer uma refeição com muita tranquilidade. Se você não gosta de restaurantes barulhentos, esse é o local certo para você. Apesar de fazer parte do hotel, ele está nas cercanias do mesmo. Basta seguir pela  Chaweng Beach Road para encontrar esse espaço cheio de requinte artístico – minimalista.

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Eu fiquei encantada com o The Library. Se algum dia visitar a Tailândia quero ver isso de perto. Vamos combinar que não é todo dia que você conhece uma biblioteca localizada no paraíso. Sobre isso, creio que a melhor definição do resort é dada pelo proprietário, Kasemtham Sornsong: “O hotel é o livro e a história é escrita pelos nossos hóspedes”.

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Confira esse vídeo sobre o hotel e apaixone-se por esse lugar maravilhoso, o qual faz parte da rede Design Hotels, a qual também tem quatro unidades no Brasil.

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Conheça o doc Van Gogh: Painted with Words

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Benedict Cumberbatch já viveu vários personagens ficcionais, como o lendário detetive britânico Sherlock Holmes, o super-herói Doutor Fantástico, etc. Mas também há espaço na sua filmografia para interpretar nas telonas pessoas que realmente existiram, como o matemático Alan Turin (o matemático responsável pela criação do computador), no longa-metragem O Jogo da Imitação (The Imitation Game/2014).

O que poucas pessoas sabem é que em 2010 o ator também interpretou o pintor Vincent Van Gogh no documentário da BBC, chamado Van Gogh: Painted with Words. O roteiro foi baseado em cartas que o artista enviou para seu irmão mais novo, Theo. Graças as correspondências, foi possível traçar um perfil do holandês, desde o seu brilho artístico até as perturbações de sua alma.

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O documentário foi super aclamado e recebeu um Rockie de melhor doc sobre artes no festival canadense Banff World Media.

Até é um pouco irônico que o Benedict tenha atuado em algo do gênero, pois antes de “explodir” sua carreira como intérprete no cinema, ele tinha uma carreira consolidada como narrador de produções documentais.

O documentário Van Gogh: Painted with Words está disponível neste link.

 

 

 

Os dois lados de uma celebridade

Todos nós temos dois lados: o primeiro é essencialmente como nos comportamos na intimidade e o outro é a nossa “máscara social”, a qual usamos para conviver com outras pessoas. Pensando nisso o fotógrafo Andrew H. Walker resolveu fazer um ensaio de fotos diferente com alguns artistas durante o último TIFF, o festival de cinema da cidade canadense de Toronto, batizado como Toronto Film Festival Diptyches: Two Sides of Celebrity.

Muita gente bacana participou: Lupita Nyong’o, Amy Adams, Anne Hathaway, Rami Malek, etc. E as fotografias funcionam como um divertido desafio: você saberia diferenciar qual é o lado público e o privado?

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Anne Hathaway
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Dakota Fanning
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Ewan McGregor
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Lupita Nyong’o
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Naomi Watts
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Sigourney Weaver
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Felicity Jones
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Amy Adams
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Rachel Weisz
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Lily-Rose Depp
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Rami Malek
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Bill Nighy
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Holly Hunter
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Elizabeth Moss

O resultado ficou bem interessante e se você ficou curiosa (o) sobre como rolou o projeto com mais detalhes, não deixe de assistir o vídeo, disponível no site oficial do fotógrafo.

 

 

(Fonte)

Você já ouviu falar sobre a Noella Nix?

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A australiana Noella Nix é uma artista completa. Além de cantar, também é compositora e  vem chamando atenção com seu dark pop eletrônico. Nascida em Melbourne, seu último single, Bye Bye, foi selecionado pelo Spotify para integrar a playlist britânica e estadunidense de artistas que o público precisa conhecer. A canção é um hino de despedida.

É sobre dizer adeus para uma pessoa que eu gostava, mas sabia que não ia funcionar.  Então, eu não quis me envolver“, explica Noella.

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Apesar da natureza íntima de suas composições, a música de Noella é vibrante e se mistura com a atmosfera ensolarada da costa dourada da Austrália (onde ela vive até hoje) e um universo retrô, cheio de cores pastéis. O flerte com o dream pop também é evidente em seus 5 singles já lançados.

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Noella canta desde criança. Mesmo sem influências diretas em seu trabalho atual, a cantora é fã  de Mariah Carey.  Seu primeiro single lançado foi 2 AM, em 2015.  A crítica especializada é categórica em dizer que, a cada música nova que a australiana lança, ela mostra uma evolução contundente, mostrando que a cantora não é apenas uma promessa musical. Noella veio pra ficar.

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Ouça o novo single de Noella
Confira o trabalho de Noella em outras plataformas:
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As locações de Her: Parte II -Shanghai

Shanghai é a maior cidade da China. É uma mistura das tradições milenares e dos arranha-céus da sua área comercial/financeira. E foi nessa mistura do antigo com o mais sofisticado que Spike Jonze resolveu filmar parte de seu longa-metragem Her.

Se você olhar atentamente, poderá ver vários logotipos em chinês perdidos em meio aos planos. Jonze escolheu a moderna cidade para criar uma Los Angeles mais futurista, onde as pessoas são extremamente sozinhas e dependentes da tecnologia. O lugar perfeito para mostrar esse espírito de modernidade foi o distrito financeiro, chamado Lujiazui.

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Zendai Himalayas Center – Outra locação bastante pitoresca  é o lugar onde Theodore “conhece” Samantha. O espaço possui hotel, cinema, restaurantes, cafés, etc. E possui uma arquitetura peculiar, projetada pelo japonês Arata Isozaki. Localizado no distrito de Pudong, o projeto arquitetônico possui 30.000 metros quadrados

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Wujiaichang Station –  É uma estação de metrô da linha dez. Conhecida por seu aspecto super tecnológico, o lugar ajudou Spike Jonze a montar seu futuro high tech.

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ZeBar – É um café futurista e é isso mesmo… Ele imita uma caverna cheia de ondulações que lembram listras de uma zebra. Foi criado pelo estúdio de arquitetura 3Gatti, o qual têm escritórios na Itália e na China. É aqui onde Theodore vai a um encontro com a atriz Olivia Wilde.

 

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Endereço do ZeBar: KIC Plaza, Chuangzhi Tiandi, Songhu Lu, Yangpu District.

Caso visite Shanghai, não deixe de visitar esses lugares tão peculiares, os quais fazem parte desse futuro projetado por Spike Jonze, onde a tecnologia parece compreender mais os seres humanos do que os membros da mesma raça. 🙂

 

 

As locações de Her: Parte I – Los Angeles

 

Resolvi vir aqui pra tirar as teias de aranha do blog. Hoje nossa aventura cinematográfica se dividirá entre o ensolarado estado da Califórnia, nos EUA e uma das cidades mais modernas do planeta, Shanghai, localizada na China. Vamos conhecer um pouco sobre as locações de Her (Ela), dirigido por Spike Jonze. Mas antes de usar nosso passaporte, preciso falar algumas coisas sobre essa película. Quando o diretor era casado com Sofia Coppola, a cineasta dirigiu um dos meus filmes favoritos, chamado Lost In Translation, o qual recebeu a “maravilhosa” tradução de Encontros e Desencontros no Brasil. No longa de Sofia, Scarlett Johansson é uma esposa entediada, a qual está “presa” em seu hotel no Japão, enquanto seu marido trabalha. Enfrentando o jet lag e as dificuldade de comunicação, ela acaba encontrando com um ator, vivido por Bill Murray, o qual está de passagem pelo Japão para divulgar uma marca de whiskey. E surge uma amizade inesperada.

É basicamente um profundo relato sobre solidão, tédio e as inquietações humanas ligadas com os rumos da própria vida, misturado a planos que mostram a imensidão de Tokyo na janela da protagonista, dando um aspecto ainda mais solitário para a situação que vive a personagem de Scarlett.

Her é um filme diferente de Lost in Translation, mas ao mesmo tempo as similaridades são gritantes. Não sei se a intenção de Jonze é a de dar uma resposta para a ex-mulher, mas a história foi filmada em parte na China, o personagem principal enfrenta um divórcio e da janela do seu quarto é possível ter uma visão similar ao quarto de hotel da personagem do filme de Sofia. E a inteligência artificial que conversa com o personagem vivido por Joaquim Phoenix é a protagonista do filme da diretora.

Em Lost In Translation, possivelmente a personagem é um alterego de Sofia. Enquanto seu “marido” fotógrafo ganha o mundo, trabalha com o que gosta e tem sucesso, ela está imersa no vazio que é sua vida. Ela é casada, mas se sente sozinha. E parece não encontrar um sentido pra própria existência.

Em Her, o divórcio acontece, pois o personagem não parece ajudar a própria esposa em suas angústias e não a incentiva a crescer. Ele acaba se isolando totalmente e as suas pouquíssimas interações sociais são com um equipamento de inteligência artificial que se popularizou entre as pessoas sozinhas e sua amiga documentarista.

Como achei que estava vendo coisas que não existem, fui procurar na internet e encontrei há um tempo atrás um documentário que fala sobre essas semelhanças.

Apesar das similaridades que soam como se fossem uma “resposta” ao filme de 2003 de Coppola, Her é um filme muito interessante e com locações muito legais, as quais você vai conhecer agora. A nossa primeira parada é a Califórnia.

400 Hope Street, Los Angeles. Aqui é o emprego de Theodore. Ele escreve cartas para as pessoas.

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Praia de Dockweiler State. É onde Theodore passeia com Samantha, a inteligência virtual que é sua “namorada”.

Hotel Double Tree – Centro de Los Angeles. O hotel da rede Hilton possui um jardim japonês, onde Theodore almoça com sua ex-esposa. Mais uma referência a Lost in Translation? Com certeza.

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(L-r) JOAQUIN PHOENIX as Theodore and ROONEY MARA as Catherine in the romantic drama movie HER. Written and directed by Spike Jonze. Photo Credit: Warner Bros. Pictures.

Estação de metrô Hollywood/Western. Sabe aquela cena em que Theodore fica desviando das pessoas animadamente? A filmagem aconteceu nessa estação de metrô de Los Angeles. Vale lembrar que uma das cenas de Tudo acontece em Elizabethtown também foi gravada por aqui.

 

Los Angeles Center Studios – Aqui foi filmado as cenas do escritório de Amy, a amiga documentarista de Theodore.

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É a vista do apartamento de Theodore.

The Town House Hotel – Localizado no distrito de Westlake, o hotel construído em 1929 e serviu de locação para a casa onde Theodore dividia com a esposa.

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O curioso sobre esse hotel, o qual faz parte da rede Sheraton, é que ele está localizado próximo de lugares “orientais” de Los Angeles, como a Little Tokyo e Chinatown, os quais ficam também na parte central da metrópole californiana.

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WaterMarke Tower – É o apartamento de Theodore. Fica nas proximidades do Staples, palco de shows e jogos de basquete. O prédio oferece vários serviços e possui vários apartamentos de luxo para alugar. Fica localizado na área central de Los Angeles.

Assim como filmes recentes, como 500 dias com ela, Her contempla a região central de Los Angeles, sua skyline e os pontos turísticos. A região foge um pouco da imagem comum que as pessoas possuem sobre a cidade, como a região litorânea, a calçada da fama e etc.

PS: Não perca a parte II de Her… Você vai conferir as locações que foram realizadas em Shanghai, na China.